segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fazendo do Nosso Jeito - Todos Juntos Somos Fortes !!!


Central Única das Favelas – MS, em parceria com o Museu de Historia do Pantanal, o grupo de capoeira Cordão de Ouro, a equipe Transformes da Oficina de Dança, o grupo de Teatro Argos, grafiteiros da Casa do Artesão e jovens skatistas da cidade, construíram este final de semana o II Circulo de Aprendizado e Cultura de Paz.


Em virtude da importância do encontro ralizado pela CUT “Central Única dos Trabalhadores” a equipe responsável por facilitar o processo do II Circulo de Cultura de Paz da CUFA-MS, se dividiu e a equipe de grafiteiros se deslocou para o Lions Clube Ladario, onde inicio a Oficina de Grafitagem, os dançarinos da equipe Transformes dançaram e animaram a noite com o ritmos fortes e empolgante do Hip Hop, que contou também com a aprensentação de parte da banda de hapcore Ment´Ativa.


No Museu de Historia do Pantanal 17:00 foi iniciado a processo do Circulo de Aprendizado e Cultura de Paz – Tema: Linha do Tempo - Trajetórias Individuais e Processos Coletivos, onde foi apresentado os seguintes documentários e curtas:



Cosmos – As Margens do Oceano Cosmicos – Carls Sagan
Zeitgeist Addendum –
Institucional CUFA - 2010
Historia da Coisas
A Carta da Terra
Redes em Gaia.

Roda de Diálogo de Cultura de Paz

Nesta etapa alem de nos identificarmos por meio de uma dinâmica de aprensentação facilitada pelo educador ambiental popular – Almir (Mudra) podemos dialogar a respeito dos temas abordados nos vídeos documentarios apresentados como: Onda de Violência – Aquecimento Global e Mudanças Climáticas – Consumismo – Protagonismo Juvenil – Organização Social – Instituicional CUFA 2010; nos exercitamos em relaciona-los, e contextualiza-los com os fatos e experiências conhecidas no dia a dia, com os Movimentos de Juventude que buscam expressar suas ideias e pensamentos atraves de ações proativas no campo da cultura e da arte e refletir sobre as nossas ações diárias e os seus impactos em toda a rede ecológica e social:


Foi possível também cumprir com o objetivo da organização no sentido de identificão, articulação e fortalecimento das bases e conseguimos compor os frentes de batalha dos skatistas, da CapoCUFA, da CUFA-Verde, uma frente de informática, do grafite e do movimento Hip Hop.

Ficou agendado um próximo encontro para o dia 02 de agosto, as 17:00 com local a definir, que tem o propósito de organizar um calendário de oficinas e círculos de cultura de paz nas escolas e comunidades da cidade, apresentação do projeto piloto “Mente Ativa ... Cidadania Viva !! e assembléia para assinatura da ata de formação da base CUFA-MS “Corumbá”.

No sábado após a sessão de Corumbela Cine CUFA, os capoeiristas alunos do Prof. Flavio (Hollywood) e Prof. Francisco (Bob) do grupo Cordão de Ouro, organizaram uma roda de capoeira no Porto Geral, que contagiou a todos que ali passavam, segundo os professores este tipo de ação que articula movimentos juvenis e instituições publicas e privadas e de extrema importância para toda a sociedade, e uma semente do bem que é acionada no sentido de ocupar a mente e os corpos de nossos jovens com conhecimentos e ações positivas para as comunidades.





Conexão : CUT-MS "Central Unica dos Trabalhadores & CUFA-MS "Central Unica das Favelas-Corumbá"




CONVITE
VIMOS ATRAVES DESTA CONVIDAR TODOS OS E AS JOVENS PARA PARTICIPAR DO ENCONTRO DA JUVENTUDE CUTISTA E MOVIMENTOS QUE SERÁ REALIZADO EM CORUMBÁ E LADARIO-MS, DATA:23 DE JULHO DE 2010
LOCAL;CENTRO DE CONVENÇÕES MIGUEL GOMES EM CORUMBÁ-MS

Atividades do Programa Estadual do Mato Grosso do Sul
Organização e Representação Sindical

Data: 23 e 24 de JULHO DE 2010
Local: ABERTURA : 23 DE JULHO -CENTRO DE CONVENÇÕES MIGUEL GOMES – CORUMBÁ-MS.

Objetivo Geral: A juventude da CUT vem consolidando uma estratégia de ação sindical que articula dois âmbitos. Por um lado, é necessário reduzir a entrada de jovens no mercado de trabalho. È fundamental articular a luta pela redução da jornada de trabalho com a luta pelo direito à educação, à cultura e ao tempo livre. Por outro lado, faz parte da estratégia sindical a promoção do trabalho decente para os jovens e as jovens que já estão inseridos no mercado de trabalho. Isso deve se articular com a reivindicação por maior proteção social, regulação pública do trabalho e liberdade de organização sindical. Qualificar dirigentes sindicais da CUT/MS para a atuação de forma organizada no local de trabalho, no sindicato da categoria e na CUT/MS, além de potencializar a atuação e a intervenção do sindicato e da CUT na sociedade como um todo.

PAUTA: Recomposição do Coletivo Estadual da Juventude da CUT, organização da juventude trabalhadora na CUT-MS e Movimentos, construção de políticas unitárias com outros movimentos sociais como a UCE, os movimentos do campo, feministas, de combate ao racismo e muitos outros que lutam para transformar nossa sociedade.



Equipe Transformes : Oficina de Dança Corumbá

Educadores Populares Frentes de Batalha CUFA-MS "Corumbá"
Helker/Grafiti - Almir/Meio-Ambiente - Flavio/Capoeira
Arte-Educadores Frente de Batalha CUFA-MS "Corumbá"
Crow/Artes e Musica(frente) - Bambam/Grafiti e Skate(fundos)



terça-feira, 20 de julho de 2010

II CIRCULO DE APRENDIZADO E CULTURA DE PAZ - CUFA-MS

O CHAMADO ... "Só uma Revolução se Fundamenta ... a da consciência - Desperte-a !!!
Anticorpo de Gaia



E essa luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscarem recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. E aí está a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos – libertar-se a si e aos opressores. Estes, que oprimem, exploram e violentam, em razão de seu poder, não podem ter, neste poder, a força de libertação dos oprimidos nem de si mesmos. Só o poder que nasça da debilidade dos oprimidos será suficientemente forte para libertar a ambos (FREIRE, 2000, p. 30)


Com a perspectiva de possibilitar o reconhecimento dos atores sociais pró-ativos em suas comunidades e que possibilitando a convergências com os movimentos, princípios e metodologias da Central Única das Favelas, é que a base Corumbá-MS, lança este chamado, que tem como propósito: mobilizar, articular, organizar e fortalecer as bases de movimentos da organização, facilitando e dinamizando a integração e atuação a nível municipal, regional e nacional, nos projetos, eventos e ações de conhecimento e interesse publico já em desenvolvimento pela Central Única das Favelas
  • O CIRCULO : "No circulo todos se olham e todos se vêem ..."
Local: Museu de Historia do Pantanal - Porto Geral
Data: 23 e 24 de julho das 18:00 as 20:30
O Circulo de Cultura é uma metodologia de intervenção na relação pedagógica, desenvolvida a partir de praticas de alfabetização de adultos, formulada pelo educador Paulo Freire; que vai muito alem do aprendizado individual, no processo faz-se a leitura do mundo - as suas normas, as suas concretudes e os seus afetos. No Circulo de Cultura, aprende-se e ensina-se modos próprios, novos, solidários, coletivos, populares, de pensar e de agir diante o mundo, e todos juntos aprenderão, de fase em fase, de palavra em palavra, de linguagem em linguagem, que aquilo que constroem pelo serviço é uma outra maneira de fazer cultura. E, é, exatamente este serviço coletivo que os faz mulheres, homens, jovens, sujeitos, seres de história, palavras e idéias chaves para alavancar a transformação.
A proposta freiriana de educação popular a partir dos circulos de cultura contribui para desenvolver a tematica dos Circulos de Cultura de Paz, como mediação da educação para a paz.
  • CULTURA DE PAZ ... "Pazear - paz em ação"

É um conjunto de valores, atitudes, tradição, comportamento e estilo de vida
baseados no respeito a vida, ao rejeição a violência, á pratica da não violência
por meio da educação, dialogo e cooperação.

Unesco 1999 - Assembléia Geral

Pilares : Aprender a Conhecer - Aprender a Fazer - Aprender a Viver Junto - Aprender a Ser.

Os círculos de cultura podem contribuir num processo de construção de uma cultura de paz, por seu acento participativo, dialógico e democrático, fornecendo esta inspiração de reunir pessoas - a idéia do círculo - em torno da preocupação pela paz, como ícone da tarefa que a humanidade necessita realizar. Neste sentido, os círculos de cultura de paz podem apresentar-se como uma possibilidade de estruturar a cultura de paz, articulando a comunidade, ou mobilizando segmentos específicos como grupos organizados, a partir de três dimensões fundamentais: comunidades de convivência e tolerância; espaços de debate e construção de consenso; e ações e programas para a transformação.

É importante ressaltar que a cultura de paz não significa ausência de conflito, mas sim a busca por soluciona-lo através do dialogo, do entendimento e do respeito a diferença. A cultura de paz possui valores que pretendem humanizar a humanidade em que o ser é maior que o ter.

Os movimetos de cultura de paz tem por fontes de inspiradoras o Manifesto 2000 por uma cultura de paz e não violência, projetados pelos ganhadores do prêmio nobel da paz, e outros documentos internacionais como : (Haia, Declaração Universal dos Direitos Humanos, documentos da Unesco, Cartas das Responsabilidades Humanas e Carta da Terra, Carta das Responsabilidades dos Artistas e outros.

Todos Juntos Somos Fortes !!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Encontro Fortalecendo a Cidadania e Construindo uma Cultura de Paz.

CAMPANHA PELA CULTURA DE PAZ



A Central Unica das Favelas (CUFA-MS), representada pelo coordenador de organização das bases, Almir Fernando (Mudra) e das aliadas Telma e Cristiane, coordenadoras do Nucleo Maria Maria - estiveram presente no Encontro: Fortalecendo a Cidadania e Construindo uma Cultura de Paz, na perspectiva de conhecer, articular e fortelecer os elos da organização com as diversas instituições governamentais e da sociedade civil e cidadãos.
Com o objetivo de aprendizado, e conhecimento no sentido de aperfeiçoamente e qualificação para o realização do II Circulo de Aprendizado e Cultura da Paz, uma proposta em ação desenvolvida como forma de mobilização, conscientização, integração das bases pró-ativas que desejam reconhecimentos de seus os projetos, ações e se empoderem dos projetos e ações realizados pela organização a nivel municipal, estadual e nacional .
Promovido pelas gerências da Subsecretaria de Ações da Cidadania, ligada à Secretaria Municipal de Promoção da Cidadania da Prefeitura de Corumbá, o evento contou com a palestra da advogada e poetisa Dela.dsnieve Daspet, embaixadora universal da Paz em MS do Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, de Genebra, na Suíça. De acordo com a subsecretária Cristiane Sant’Anna de Oliveira, o objetivo do encontro – que ocorre na data considerada por movimentos e instituições sociais como o Dia da Cidadania – é ajudar a construir nas novas gerações a cultura de busca pela passividade e pela solução de problemas e conflitos por meio do diálogo..

Observando os altos índices de violência, crueldades e degradação que não param de crescer em nosso País , se faz necessário conhecer as causas destes fenômenos em suas nascentes; mais ainda, é preciso compreender e explicar como o ser humano pode ir tão longe, a ponto de colocar em risco sua sobrevivência e a da comunidade em que vive. Precisamos desenrolar os emaranhados das fontes geradoras da violência, a fim de sabermos como despertar as fontes geradoras de paz.

Constatamos que ao longo da história um verdadeiro império de violências se organizou, nos seus diversos segmentos: drogas, prostituição infantil, o crime organizado, etc. Entretanto, apesar dos homens e mulheres de bem, incluindo aí os pacifistas, terem empreendido intrépidos esforços na construção da Paz e do inestimável legado de contribuições a favor da pacificação, ainda não se tornou possível à implantação da organização da Paz no mundo.

O século XX foi o mais sangrento de toda a nossa história. Foi o período em que mais se exterminou ser humano e, a maioria das vítimas foram civis inocentes. As principais nações do mundo contraditoriamente em nome da PAZ, se armaram potentosamente, com a construção de ogivas nucleares, armas químicas e biológicas, projetando a indústria bélica como o maior empreendimento econômico do mundo.

Alcançamos elevados níveis de progresso tecnológico, conquistamos o espaço e povoamos a terra com seis bilhões de habitantes, contudo, dois bilhões e seiscentos milhões de pessoas são despossuídas, vivendo abaixo da linha de pobreza; quinze milhões de pessoas morrem de fome anualmente no mundo e quinhentos milhões são subnutridas. Estes quadros representam o paradoxo da ausência de paz social.

Conduzidas pela indiferença e pela omissão, a maioria das pessoas não se dão conta de que também são responsáveis pela permanência e expansão de todas as formas de violência. É na omissão dos bons que os maus prosperam.

Como motivar que pessoas comuns, envoltas em sua rotina para sobreviver possam vencer o medo de “se meter com a violência”, de vencer a acomodação e, mesmo frente a toda uma cultura de violência que avança pelo mundo, pela escola, pela política, pelas famílias, entendam que a Paz é uma construção conjunta e que NÃO existe Paz individual, isolada, gradeada.

Nesse objetivo, lideranças que acreditam que a implantação da Paz será uma construção da sociedade civil organizada, se juntaram e, mesmo entendendo que uma das competências das instituições governamentais é a tarefa de evitar os conflitos e combater a violência.

O Movimento Salvador Pela Paz, constituído por gente comum – estudantes da rede pública e privada, lideranças comunitárias, jovens, adultos e idosos, gente simples que nem sempre sabe fazer reflexões profundas e acadêmicas sobre a segurança, mas que vivem e sentem que têm que se organizar, mobilizar, falar, pensar juntos, sonhar com uma sociedade mais justa e pacífica.

somente quando os educadores, artistas, lideranças comunitárias, líderes religiosos, instituições de classe, empresas e todos aqueles que promovem a cultura de uma forma geral e os que compõem a sociedade civil se unirem, poderemos sonhar que estaremos na direção da construção da Paz.

Texto escrito por Jupiraci BorgesCoordenador do Movimento Salvador Pela Paz

VERBO PAZEAR

30 Junho 2010


Você sabia que a palavra paz tem um verbo?

Pois é, muitas pessoas não sabem, mas Pazear é um verbo, verbo de ação. Pazear é promover ou estabelecer a paz ou harmonia. E é Pazeando, agindo em prol da paz que vamos construindo uma Cultura da Paz.
Pazear: [De paz + -ear2.] Verbo intransitivo. 1.Estabelecer paz ou harmonia. Presente do Indicativo eu pazeio/ tu pazeias /ele pazeia/ nós pazeamos/ vós pazeais/ eles pazeiam. Gerúndio - pazeando. (Fonte: Dicionário AURÉLIO) Para conjugar o verbo pazear, acesse:

terça-feira, 18 de maio de 2010

MULHERES DA CUFA RUMO AO CENTENÁRIO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER







“A história é nossa e nós temos que escrevê-la”
Mãe Stela de Oxossi


O Feminino no Universo da Capoeira



Observo que no versátil mundo da capoeira de hoje, vem crescendo, admiravelmente, o número de mulheres praticantes, e estas vêm cada vez mais buscando o seu papel e lugar neste meio. Mas este mundo tem crescido de uma forma desordenada em determinados aspectos, sem dar atenção ao que nós mulheres realmente precisamos. Qual é mesmo o papel da mulher na capoeira?
Nesta busca feminina, durante a história ficaram marcas de muitas dificuldades para nós, e como o universo da capoeira é um espelho dos problemas sociais, a mulher como em todos os meios, era mais uma vez excluída dos processos desta atividade. Ficando sempre nas margens das rodas, como meras observadoras. Podemos ver em vídeos antigos (cito o filme Bimba Capoeira Iluminada), mulheres somente compondo o coral da orquestra das rodas realizadas pelo Mestre Bimba. Segundo o Mestre Bola Sete no seu livro “A capoeira Angola no Brasil”, a partir dos anos 70 se iniciou uma movimentação feminina nas academias de capoeira, isto aconteceu regado de muito preconceito e descriminação da mulher.
Nas rodas de antigamente, para ter destaque, as mulheres se masculinizavam (com a famosa Maria Doze Homens), chegando até a “trocar pau” com homens o que (só assim) lhes dava mérito. Mas, a própria história da mulher negra do Brasil nos traz nomes como Dandara (a esposa de Zumbi do Quilombo de Palmares), que com sua feminilidade guerreira desafiou o a hegemonia masculina com suas atitudes e até mesmo nos combates, revolucionou e mostrou a capacidade da mulher de triunfar sem precisar se masculinizar. Muitas mulheres enquanto escravas aparecem como transgressoras, eram consideradas como uma ameaça ao colonizador branco, sendo algumas até exiladas para Angola. Tenho certeza que estas eram capoeiristas!!!
A capoeira por si já tem seu histórico de luta e sofrimento na busca da liberdade. A mulher entra ai por sua vez, e sofre repetidas vezes por ser: capoeira, pobre, mulher e, em sua maioria, negras. Podemos também aumentar esta lista, lembrando das condições de serem mães, muitas vezes solteiras, ou esposas, e donas de casa, estudantes e trabalhadoras etc. Substituindo por um só termo: GUERREIRAS!!! Apesar de tanta força, são muitas as motivações que enfraquecem a nossa permanência e promoção nessa batalha, então muitas a abandonam, diminuindo assim o número de mulheres que poderiam se profissionalizar nesta área.
São muitos os enfrentamentos, como o assédio sofrido por muitas, praticado por capoeiristas mais graduados ou não; a ridicularização por parte da sociedade de uma forma geral; a própria minimização dentro de cada grupo; relações interpessoais e as pessoais, que muitas vezes geram filhos e as forçam ao afastamento temporário ou permanente. Podemos citar também como preconceito, a velha história do sexo frágil. Pois muitos Mestres e Professores ainda têm a atitude de tratar a mulher de forma diferenciada na roda. Antes era o desrespeito não permitindo a que a mulher jogasse por muito tempo na roda, hoje a peculiaridade de formalizar: “Só joga mulher”!!! Não necessitamos disso. Isto sim é uma violência a nós e ao nosso valor enquanto participantes. A mulher tem a mesma capacidade que o homem de entrar numa roda e fazer um jogo bonito. A gente sabe fazer! Muitas fazem melhor... Quem reafirma meu discurso é o grande Mestre João Pequeno de Pastinha (Capoeira Angola-BA) que em suas palavras, afirmou: “As mulheres tinham um corpo humano, assim como o dos homens e sentem a mesma coisa que eles. Na capoeira considero as pessoas iguais.”
A mulher capoeira de hoje sabe descer ao pé do berimbau e fazer o ritual proceder, ela, por natureza tem mais tolerância, malícia, tem e deve ter o gingado doce, o sorriso no rosto que floresce o jogo e nos fazendo sorrir também ao vê-la na roda acontecer. È lindo de se ver! Mas se faz necessário que a própria mulher enxergue seu lugar na roda e se posicione conforme seu valor. Entender como acontecem diversas formas de rebaixamento feminino o que muitas vezes se passa culturalmente despercebido. Ampliar seus conhecimentos enquanto mulher capoeirista e fortalecer a sua formação política para ter uma visão ampla da condição de gênero na roda de capoeira.
Atualmente, já acontecem nacionalmente e internacionalmente ações de fortalecimento e empoderamento desta causa. Mulheres no mundo inteiro se unem, por se entenderem e se fortalecem umas nas outras e assim quebram estigmas. Somos igualmente capazes, precisamos enxergar e lutar por esta realização! Revolucionar a roda! Trazer nossos méritos, progressos e conquistas à tona pro mundo ver. Como diria a Mestra Janja (Capoeira Angola- BA) “Massa muscular não é pré-requisito para a prática da capoeira...a gente se acredita”.
Mulheres! Nós da CUFA compramos agora esta briga e fechamos assim uma forte parceria capoeira feminina. A CUFA promoverá em 2010 várias ações como encontros, palestras, eventos e projetos para nos apoiar e cada vez mais buscar a amortização destas diferenças, fazendo de nós mulheres, destaques neste universo lindo e complexo que é a capoeira! Este Universo só vai ter a ganhar. Então capoeiras fiquem atentas a nossa programação do ano 2010 que será o ANO DA MULHER NA CAPOEIRA!

Núcleo Maria Maria e CAPOCUFA

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mente Ativa ... Cidadania Viva !!!





O PROCESSO ... A OFICINA !!!




Na primeira oficina acolhemos os adolescentes com um canto africano de saudação e celebração a encontros, por tradição cantado por crianças de tribos da Africa da Nação Bantú, em seguida apresentação pessoal dos facilitadores do processo e de suas respectivas instituições.



A dinamica ecologica " O Sol e os Elementos" nos apresenta conceitos e principios do funcionamento da natureza, como interdependencia, redes, touxe ao contexto a reflexão para a importancia de uma ação cooperativa e não competitiva em busca de um objetivo comum, e facilitou o dialogo a respeito do poder de ações equilibadas, positivas e proativas e as suas influencias na busca de equilibio e hamonia.

Com perguntas basicas como : O que é a vida para você ? Qual é a impotancia da familia ? O que vai fazer quando sair da UNEI ? Em que pretende trabalhar ?

Elaboradas pelo Sr Abelha da Gerencia de Igualdade Racial, foi possivel estabelecer um dialogo no sentido de indicar referencias em ações positivas, uma tentativa de ativar o despertar da reflexão, sobre o caminho perigoso e cheio de riscos futeis, que os mesmos trilharam, qual os conduziram ate aquela situaçaõ de perda da liberdade fisica em uma instituição.
O fim da ação foi celebrado com musicas da banda de RapCore Ment' Ativa e outras.


No segundo encontro do processo reforçamos as idéias transmitidas na construção de uma estrutura coletiva, com a dinamica ecologica integrativa, " O Sol e os Elementos", onde por meio de um carretel de barbante os participantes se ligam uns aos outros e a um centro, com palavras e ações positivas objetivando o equilibrio dinâmico de um objeto representativo, no caso da UNEI, onde o tema gerador da oficina tem de estar em alinhamento com as ações de responsabilidade da Gerencia de Igualdade Racial ... equilibramos o berimbal no intuito de estabelecer uma relação com o poder da palavra, e refletirmos tambem sobre a forma da estrututa, e o padrão que podemos encontrar em nosso cotiadano como : uma tenda protetora, uma teia, um guarda chuvas, uma óca, uma casa, todos que nos remetem a um tipo de proteção .

O professor de capoeira, Hollywood/Flavio, iniciou um dialogo onde contou um pouco de sua historia de 16 de capoeiragem, nos prestigiou com uma ladainha de capoeira, com a qual conquistou uma premiação em um campeonato, e se esforçou para transmitir em um reduzido tempo algumas bases e fundamentos da capoeira, atraves do dialogo, cantos e toques de berimbal.

A oficina foi encerrada com a dinamica ecologica: " Arvore Humana", que objetivou e oportunizou a reflexão sobre a cultura de paz e atitudes cooperativas e não competivos em busca de objetivos comuns, relacionou a estrutura, processos e relações da arvore com a complexidade e diveersidade da vida, enfatizando a importancia dos sistemas vivos simples, no caso a arvore, qual através da construção podemos experiementar, suas estruturas fisicas e os processos vitais e energeticos da arvore, e assim refletir sobre a sua importancia para a manutenção, sobrevivencia , equilibrio e harmonia dos sistemas vivos, e ecossistemas existentes em Gaia/Terra.

No terceiro encontro da oficina foi apresentado o filme: " Besouro " (Ailton Carmo) um dos maiores capoeiristas de todos os tempos. Um menino que ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da fisica - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão.

Passado no Recôncavo dos anos 20. Besouro é um filme de aventura, misticismo e coragem. Uma historia imortalizada por gerações... O filme gerou um dialogo onde podemos refletir sobre os caminhos e as formas de preconceitos e escravidão ainda existentes nos dias atuais, como as drogas, as favelas, a propagandas tendenciosas, as referencias negativas, os padroes de consumo e beleza, e outros.


No quarto e ultimo encontro da Oficina foi convidado o Arte-Educador Helker e os grafiteiros formados em sua oficina, o Educador Popular e Monitor de Oficinas de Grafite, compartilhou conosco um pouco de suas experiencias em projetos, e intervenções com a grafitagem por cidades do estado do MS; apresentou um video documentario com o tema: Grafitagem Arte ou Vandalismo produzido por universitarios que desenvolvem a arte das ruas. O jovem não perdeu tempo e desafio os meninos a colocar a mão na massa/tinta, assim alguns dos meninos ousaram alguns traços e juntos grafitaram um cartaz para a CUFA "Central Unica das Favelas" .
Para encerrar musicas com o jovem Henrique (H6) MC, e raper da banda Ment´Ativa.

Em um questionamento final onde foi perguntado adolescentes que participaram de todas as oficina: O que voces acharam das atividades que desenvolvemos ?
Em sua maioria todos gostaram e alguns reenvicaram mais atividades, pois o segundo os mesmo o tempo ocioso e grande o que os faz ocupar suas mentes com pensamentos que ja estão acostumados na rua e na criminalidade.
Um dos jovens concedeu uma entrevista na qual ele comenta: " É a realidade, a gente ve a força de união presente em uma pá de maluco, fazendo acontece pra gente que eles nem conhecem ... tipo assim a gente agradece mas num da valor ... ae la os cara falam assim: ae mano ces no crime é raça de esperto; não é ser esperto não, ser do crime é pro burro, esperto é o meu irmão que não é do crime"

Com o fim da oficina foi proposto pelo facilitador/coordenador das bases da CUFA, aos responsaveis por projetos e ações realizados na instituição, a continuidade do processo, atraves da apresentação de um projeto e a possibilidade de firmamento de parcerias para aquisição de equipamentos e recursos. Nada firmado e tudo em processo de conversAção.