Por: Da Redação em 13 de Maio de 2011
Márcio Cruz/PMC
Fotos: Frente Comunicao CUFA-MS Corumbá
Com uma tradição de eventos para o aniversário de Dourados, o Conexão Hip Hop festival organizado pela Central Única das Favelas de Dourados, vem em sua 3º Edição, com o mesmo objetivo, que é difundir a cultura hip hop para todos os cantos da cidade, o festival acontecerá dia 18 de dezembro, domingo, na praça Antonio João e promete trazer o melhor da cultura de rua para Dourados.
A partir das 17 horas, vários grupos de rap subirão ao palco do festival para cantar um pouco de sua historia, tendo como atração principal o grupo Discriminados de Brasília – DF colocando em suas rimas seus desejos e anseios através em versos ritmadas pelas batidas de suas bases, sem contar que teremos um campeonato de break com os melhores b.boys do estado, disputando através de suas manobras inacreditáveis ao som de uma música contagiante.
Segundo o coordenador da CUFA Dourados, Higor Marcelo, “esse festival é um marco para a cultura hip hop de nossa cidade, com ele desmistificamos a imagem do rapper, do b.boy e daquele que ouve a nossa música, que é voltada para todos, sem segregação nenhuma”.
O Rap é uma forma de expressão, ele não fala apenas dos problemas da comunidade, como também fala de amor, união e pede por paz, Hoje muitos rappers são respeitados pelo mundo afora, dentre eles o rapper MV Bill, um cantor respeitado em todas as esferas da sociedade e tido pela ONU como cidadão do mundo.
O break é a forma de dança em seu conceito pleno, uma dança que movimenta todas as partes do corpo e requer disciplina, concentração e vontade de se expressar dançando, hoje dois dos melhores b.boys do Brasil são douradenses, Wildenes e Rocka foram os vencedores do maior festival de break do Brasil o BRADAN – Brasil Break Dance.
O festival Conexão Hip Hop, promete ter este ano o mesmo sucesso que nos anos anteriores com várias atrações e muita música para o público.
Confira as atrações do 3º Conexão Hip Hop:
Campeonato de Break
Sétimo Selo
Relatos da Periferia
Sem Capuz
Conexão Fronteira
Legião da Rima
We Love 2 Rock
Fase terminal
Posse Sul
MC Elly
Brô MC’s
Ragga Jam
Direito Criminal
Mente Ativa
Discriminados

É um conjunto de valores, atitudes, tradição, comportamento e estilo de vida
baseados no respeito a vida, ao rejeição a violência, á pratica da não violência
por meio da educação, dialogo e cooperação.Unesco 1999 - Assembléia Geral
Pilares : Aprender a Conhecer - Aprender a Fazer - Aprender a Viver Junto - Aprender a Ser.
Os círculos de cultura podem contribuir num processo de construção de uma cultura de paz, por seu acento participativo, dialógico e democrático, fornecendo esta inspiração de reunir pessoas - a idéia do círculo - em torno da preocupação pela paz, como ícone da tarefa que a humanidade necessita realizar. Neste sentido, os círculos de cultura de paz podem apresentar-se como uma possibilidade de estruturar a cultura de paz, articulando a comunidade, ou mobilizando segmentos específicos como grupos organizados, a partir de três dimensões fundamentais: comunidades de convivência e tolerância; espaços de debate e construção de consenso; e ações e programas para a transformação.
É importante ressaltar que a cultura de paz não significa ausência de conflito, mas sim a busca por soluciona-lo através do dialogo, do entendimento e do respeito a diferença. A cultura de paz possui valores que pretendem humanizar a humanidade em que o ser é maior que o ter.
Os movimetos de cultura de paz tem por fontes de inspiradoras o Manifesto 2000 por uma cultura de paz e não violência, projetados pelos ganhadores do prêmio nobel da paz, e outros documentos internacionais como : (Haia, Declaração Universal dos Direitos Humanos, documentos da Unesco, Cartas das Responsabilidades Humanas e Carta da Terra, Carta das Responsabilidades dos Artistas e outros.
Todos Juntos Somos Fortes !!
Observando os altos índices de violência, crueldades e degradação que não param de crescer em nosso País , se faz necessário conhecer as causas destes fenômenos em suas nascentes; mais ainda, é preciso compreender e explicar como o ser humano pode ir tão longe, a ponto de colocar em risco sua sobrevivência e a da comunidade em que vive. Precisamos desenrolar os emaranhados das fontes geradoras da violência, a fim de sabermos como despertar as fontes geradoras de paz.
Constatamos que ao longo da história um verdadeiro império de violências se organizou, nos seus diversos segmentos: drogas, prostituição infantil, o crime organizado, etc. Entretanto, apesar dos homens e mulheres de bem, incluindo aí os pacifistas, terem empreendido intrépidos esforços na construção da Paz e do inestimável legado de contribuições a favor da pacificação, ainda não se tornou possível à implantação da organização da Paz no mundo.
Alcançamos elevados níveis de progresso tecnológico, conquistamos o espaço e povoamos a terra com seis bilhões de habitantes, contudo, dois bilhões e seiscentos milhões de pessoas são despossuídas, vivendo abaixo da linha de pobreza; quinze milhões de pessoas morrem de fome anualmente no mundo e quinhentos milhões são subnutridas. Estes quadros representam o paradoxo da ausência de paz social.
Como motivar que pessoas comuns, envoltas em sua rotina para sobreviver possam vencer o medo de “se meter com a violência”, de vencer a acomodação e, mesmo frente a toda uma cultura de violência que avança pelo mundo, pela escola, pela política, pelas famílias, entendam que a Paz é uma construção conjunta e que NÃO existe Paz individual, isolada, gradeada.
O Movimento Salvador Pela Paz, constituído por gente comum – estudantes da rede pública e privada, lideranças comunitárias, jovens, adultos e idosos, gente simples que nem sempre sabe fazer reflexões profundas e acadêmicas sobre a segurança, mas que vivem e sentem que têm que se organizar, mobilizar, falar, pensar juntos, sonhar com uma sociedade mais justa e pacífica.
somente quando os educadores, artistas, lideranças comunitárias, líderes religiosos, instituições de classe, empresas e todos aqueles que promovem a cultura de uma forma geral e os que compõem a sociedade civil se unirem, poderemos sonhar que estaremos na direção da construção da Paz.
Texto escrito por Jupiraci BorgesCoordenador do Movimento Salvador Pela Paz